…resiliência…

•21/03/2014 • Deixe um comentário

Em tempos complexos como o que vivemos cada vez mais nos é exigido praticar a RESILIÊNCIA.resiliência 5

RESILIÊNCIA, termo usado na psicologia e em alta nos nossos dias, vem da física, significa voltar ao estado normal, é um termo oriundo do latim resiliens. Trata-se da capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum.

Vivemos dias de mudanças muito rápidas para as quais quase nunca estamos preparados. As mudanças sempre trazem novos desafios que produzem novas experiências. As experiências sempre deixam marcas, pois são para o ser humano portas que se abrem para o crescimento e maturidade. E neste caso a resiliência é fundamental, pois agrega valor a flexibilidade necessária para se enfrentar situações complexas. Diante daquilo que nos faz curvar, sem flexibilidade, corremos o risco de “quebrar” e sem resiliência corremos o risco de “perder o foco” não conseguindo mais voltar ao estado normal. Essa virtude pode e precisa ser aprendida para que a despeito de crises, fracassos, perdas, medos, violência, injustiça, doenças, catástrofes, e tantas outras situações que nos fazem envergar, consigamos retornar a posição original, e retomar o foco.

OUÇA O IVAN

•03/01/2014 • 2 Comentários

O ano novo já é realidade. E a chegada de um novo ano desperta uma série de emoções e sentimentos. Os mais otimistas creem piamente que será um ano melhor, que as conquistas que não vieram no ano anterior, enfim, virão com a chegada do novo ano. Os pessimistas envolvidos por nuvens escuras que emitem pequenos raios repetem seu discurso pronto a cada ano de que “tudo tende a piorar”. Na verdade, qualquer uma dessas posições levadas ao extremo é nociva, pois podem gerar frustrações e imobilidade. Quanto mais alta, infundada e irreal a expectativa maior a frustração e quanto maior o pessimismo maior o sentimento de derrotismo que leva a imobilidade.

É preciso encarar as mudanças de etapas, ou a passagem dos anos, com mais realidade. A maturidade nos ensina a agir assim. Devemos receber o próximo ano (2014), assim como os próximos, como um presente, mas um presente que não vem pronto. Como um presente que precisa ser trabalhado. Essa realidade pode ser ilustrada ao pensarmos nos aeromodelos que ao serem adquiridos vêm desmontados em uma caixa. Ao abrir a caixa é possível encontrar peças que já eram esperadas, mas haverá também peças desconhecidas com as quais se fará necessário familiarizar-se. Ou mesmo ilustrar com a imagem de um grande quebra-cabeça que precisa ser decifrado e montado passo a passo.

Assim é a vida. Cada novo ano trará situações boas, previsíveis e simples, mas não omitirá situações que classificamos como ruins, imprevisíveis e complexas. E isso, na verdade, nós até sabemos, só precisamos aceitar. Por mais que prefiramos as coisas boas, o conforto, a satisfação das nossas vontades, impelidos pelas tendências do nosso tempo que tenta excluir o sofrimento da saga humana, e até oremos e lutemos por elas, a vida nos trará de tudo um pouco. Por mais que insistamos em acreditar na teoria do mérito, que diz: “faço o bem e por isso MEREÇO somente o que é bom”, muito difundida pela maioria das religiões, a vida nos trará alegrias e tristezas; belezas e “feiuras”; vitórias e fracassos; perdas e ganhos, alívio e dores, enfim, ela nos proporcionará experiências que colocarão a nossa disposição oportunidades de depuração de caráter, crescimento pessoal e amadurecimento. Sejam elas aos nossos olhos experiências boas ou ruins têm a mesma finalidade. Tentar fugir da realidade da vida é buscar e ceder aos caminhos fáceis, mas não menos dolorosos de manutenção da infantilização.

A meu ver duas posturas podem fazer não apenas com que o ano novo seja “feliz ano novo”, mas que a vida como um todo seja melhor vivida, seja uma “feliz vida” . Primeiro, entender que nós somos os agentes da nossa própria história e que através do processo de semeadura e colheita, da simplicidade e do contentamento que evidencia um coração ensinável podemos fazer com o que o ano novo seja feliz e a vida melhor. Em segundo lugar, depender do autor da vida o único capaz de manter viva em nossos corações a esperança mesmo quando o seu entorno está completamente tomado por morte. Assim receba o presente sem medo e viva um “feliz ano novo” e uma “feliz vida”. AH!! OUÇA O IVAN!!!

SEMENTE – JP

•22/12/2013 • Deixe um comentário

LETRA DA CANÇÃO QUE COMPUS REFERENTE AO MOMENTO DE TRANSIÇÃO VIVIDO PELO MEU FILHO JOÃO PEDRO

SEMENTE

Quanto tempo prá uma semente brotar
Quanto tempo pra um menino homem se tornar
Eu não sei, mas sei que dói, como dói
Romper a resistência à vida e crescer
Flores não ficam belas sem romper a terra
Meninos não crescem sem enfrentar suas feras
A vida não brilha sem que se vença seus medos
Que se cure, se conte, e viva todos seus segredos

Quero dizer que não posso entender o que devo e preciso dizer
Os caminhos da vida não são brincadeira e isso aprendi ao viver
Desejos, vontades, que quando sem freio podem matar o que somos
Loucuras, razões de fissuras que rapidamente roubam seus sonhos
Mas é preciso e possível mudar os rumos da vida poder acertar
Vale a pena perder pra ganhar. Sem desistir de novo tentar.
Perder a mentira e ganhar a verdade nada além da verdade
Livrar-se da desconfiança para conquistar a lealdade
Livrar-se da escravidão para conquistar a liberdade

Ah! Eu sei, sei que preciso esperar
Os atalhos só atrasam e poderão me enganar
Mas, eu sei, e sei que dói, como dói
Romper a resistência à vida e crescer
Nem mesmo dores me afastam da minha esperança
Olho pra Cristo, aprendo e me torno criança
Meu coração se alegra cheio de certeza
Cristo me trouxe pra vida uma nova beleza

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o olhar das crianças

•09/10/2013 • Deixe um comentário

olhar das crianças
Há algum tempo a folha de São Paulo publicou uma crônica do educador Rubem Alves, A COMPLICADA ARTE DE VER, aplicando este “ver” à educação. Na crônica o autor afirma que todo processo educacional deveria ensinar as pessoas a verem a vida além do óbvio. Em determinado momento da narrativa ele diz que podemos guardar nossos olhos em caixas de ferramentas ou em caixas de brinquedo. Ele afirma que caixa de ferramentas é a forma de ver de adulto. O ver do adulto vê apenas o óbvio. Apesar de necessário, ver o óbvio é muito pobre. Ele convida então os leitores a colocarem seus olhos em caixa de brinquedos, porque ali eles deixam de ser ferramentas com funções práticas e se tornam órgãos de prazer, que brincam com o que veem, olham pelo prazer de olhar, conseguem enxergar beleza e esperança no meio do caos. A caixa de brinquedos (o olhar do jeito criança) faz com que a vida fique mais leve, pois possibilita vê-la com simplicidade. Permite descomplicar, nem que seja um pouco, o que é muito complicado. Permite enxergar nos detalhes, nas entrelinhas, verdadeiros “oásis” de alento, paz, alegria e esperança. Permite brincar e sorrir apesar das circunstâncias, pois colore com vivacidade e cores vivas aquilo que na realidade está cinza e opaco. Não foi por acaso que o Senhor Jesus disse: “Digo a vocês que se não se tornarem como crianças não terão a chance nem de ver e nem de entrar no Reino e muito menos de entrar nele. Quem se tornar simples como esta criança, será o maior no Reino de Deus”. (Mt 18:4, 5). Aprendamos com elas e sejamos assim.

FLORES EM VIDA…A CANÇÃO…

•22/08/2013 • Deixe um comentário

FLORES EM VIDA…

•22/08/2013 • Deixe um comentário

Refletindo um pouco sobre a vida, sobre o tempo das coisas, sobre o que vale a pena, sobre o que é importante e prioritário, cheguei a esta canção do Paulo Cesar Baruk. Compartilho a letra.

Flores em Vida
Paulo César Baruk

Sei, já não são meus, vento levou
Tempos que não mais voltam e então
O que eu fiz por mim e por quem amei
Só desilusão, reconheci
Não construi o que planejei
Pouco abracei e não ofereci perdão
Já não alcanço o passado
Meus limites percebi
O hoje é tudo o que tenho, isso entendi
Preciso trazer a memória histórias que desprezei
Não posso me esquecer, tenho que oferecer
Flores em Vida…Enquanto é dia…
Sei, já não são meus, vento levou
Tempos que não mais voltam e então
O que eu fiz por mim e por quem amei
Só desilusão, reconheci
Não construi o que planejei
Pouco abracei e não ofereci perdão
Já não alcanço o passado
Meus limites reconheci
O hoje é tudo o que tenho, isso aprendi
Preciso trazer a memória semblantes que abandonei
Não posso me esquecer, tenho que oferecer
Flores em Vida…Enquanto é dia…
Eu já não alcanço o passado
Meus limites reconheci
O hoje é tudo o que tenho, isso entendi
Preciso trazer a memória histórias que desprezei
Não posso me esquecer, venho te oferecer
Flores em Vida…Enquanto é dia…
Já não me esqueço, hoje ofereço
Flores em Vida…Enquanto é dia…

UM SERMÃO

•13/08/2013 • Deixe um comentário

INTIMIDADE COM DEUS – UMA AMIZADE

Existe algo inexplicável na relação do ser humano com Deus. Inexplicável para as limitações humanas em sua tentativa de compreender como o divino, perfeito, justo e puro, insiste em um relacionamento de intimidade com suas criaturas que por ação do pecado são imperfeitas, injustas e impuras.
Podemos explicar este impasse dizendo que é amor. Mas como tudo que procuramos compreender e entender na vida tem como ponto de partida nós mesmos e nossas experiências, mesmo sabendo desse amor, temos dificuldades para entendê-lo, pois humanamente não é possível amar assim. Mas o fato é que Deus insiste nessa relação de amizade e deseja intimidade com suas criaturas.
Podemos perceber através de uma simples leitura das Escrituras a ação de Deus na construção desse relacionamento.
Na narrativa de Gênesis havia uma convivência marcada por uma conversa e passeio pelo jardim diariamente. Uma convivência onde a nudez não era um problema. Havia relacionamento, amizade, intimidade.
Essa primeira porção das Escrituras nos revela que o Deus da Bíblia nem sempre é o Deus da religião.
O Deus da religião é apresentado em linhas gerais de duas formas: Primeiramente como um tipo de fiscal-carrasco, que está sempre na espreita vigiando as pessoas com “sangue nos olhos”, doidinho para que as pessoas cometam erros para que ele possa puni-las, execrá-las, expô-las enfim destruí-las. E em segundo lugar, a religião o apresenta como o bom velhinho sentado em uma cadeira de balanço celestial que deu corda no mundo e deixou as coisas acontecerem. Onde cada faz o que quer e ninguém presta conta de nada a ninguém, movidos pela expectativa de que “no final vai dar tudo certo”.
Na verdade o Deus da religião vive essa coisa dos 8 ou 80. Mas o Deus da Bíblia é diferente, é relacional, equilibrado, sabe o que está acontecendo e aonde quer chegar. Investe desde sempre na relação de amizade intima com suas criaturas. Postura essa que não o esvazia em nada da sua soberania, da sua justiça, do seu senhorio. Pois pelo fato do soberano, do Senhor, do justo ser formado essencialmente de amor é possível que ele seja amigo daqueles que estão sob a sua soberania, seus súditos, amigos daqueles que estão sob seu senhorio, seus servos e amigos dos injustos confrontados pela sua justiça, pois ele os justifica.
Isso fica evidente na relação dele com Moisés. “O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo”. Êxodo 33:11
Na relação de Deus com Abraão. “Não és tu o nosso Deus, que expulsaste os habitantes desta terra perante Israel, teu povo, e a deste para sempre aos descendentes de teu amigo Abraão?” 2 Cron.20:7. “Cumpriu-se assim a Escritura que diz: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça”, e ele foi chamado amigo de Deus”. Tiago 2:23
Na relação de Jesus Cristo o Deus encarnado com Lázaro. “Depois de dizer isso, prosseguiu dizendo-lhes: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou até lá para acordá-lo”. João 11:11

COMO É A AMIZADE PROPOSTA POR DEUS?

1. É UMA INICIATIVA DE DEUS

“O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Não foram vocês que me escolheram, mas eu os escolhi…”. João 15:13-16
Apesar de qualquer relacionamento ser uma via de duas mãos o relacionamento com Deus começa com a iniciativa dele. Isso revela o quanto a vontade humana é fraca e muitas vezes incapaz de fazer as escolhas certas. O ser humano precisa de Deus, dessa amizade, para sentir-se pleno, completo, mas não consegue tomar a iniciativa para estabelecer este relacionamento. Sabendo disso, e movido por um amor inexplicável, Deus toma a iniciativa por esta amizade.
Esse texto sinaliza a intenção de Deus em manter um relacionamento com seus seguidores que transcenda a formalidade de uma relação mestre/discípulo e seja uma relação pura e simples de amizade.
A relação do discípulo com seu mestre pode ser marcada pela formalidade. Ações politicamente corretas, palavras devidamente colocadas, ou seja, uma relação formal. Uma amizade verdadeira traz uma pitada informalidade, que nos deixa à vontade para ser quem somos.
Essa é a mensagem passada por Deus quando nos chama de amigos. Ele quer que fiquemos à vontade, que sejamos nós mesmos, que não fiquemos criando “tipos” e “estilos” baseados em nossos achômetros numa tentativa de agradá-lo. O que se espera de um amigo é que ele seja verdadeiramente ele mesmo.
Como qualquer relacionamento, por mais que a iniciativa seja de Deus, é necessária uma contrapartida. Como se responde a uma boa amizade? Como se cuida de uma boa amizade? Como se caminha em uma amizade na direção da intimidade? Com verdade, lealdade, transparência, gentileza, fidelidade, carinho, investimento de tempo e obediência. João 15:14: “Serão verdadeiramente meus amigos se fizerem o que vos mando”.

2. SEM ACEPÇÃO DE PESSOAS

“Pois veio João, que jejua e não bebe vinho, e dizem: ‘Ele tem demônio’. Veio o Filho do homem comendo e bebendo, e dizem: ‘Aí está um comilão e beberrão, amigo de publicanos e “pecadores”. Mas a sabedoria é comprovada pelas obras que a acompanham”. Mateus 11:19
Eu acho esse texto tremendo, pois põe em xeque nossa religiosidade. Temos a tendência de ler a Bíblia enxergando apenas o que achamos certo. Não esperamos o texto nos dizer, já está na lente com a qual lemos o texto o que queremos enxergar. E isso respaldado pelo que nós achamos que seja certo ou errado.
Ousamos dizer que o vinho que Jesus tomava não tinha álcool, então não era vinho era suco de uva. Falamos que Jesus foi tentado em todas as coisas, mas limitamos esse “todas”. Já vi gente dizer que na área sexual ele não foi tentado. E por aí vai.
O texto deixa claro que o critério de Jesus para fazer suas amizades é bem diferente do nosso. E relativiza o ditado popular: “diga-me com quem andas que te direi quem és”. Mas deve ficar claro que ele andou com bêbados sem se tornar um deles. Andou com cobradores de impostos injustos e ladrões, sem se tornar uma deles.
Ele andava com os “chamados pecadores” e chamados “beberrões”, não pela busca do suposto prazer que essas pessoas buscavam no que praticavam, mas andava e se aproximava por causa delas, das pessoas, para proclamar o evangelho do Reino a elas. O critério de Jesus, a sua busca pelas amizades tinha ver com a sua missão. A existência, a vida de Jesus nunca foi dissociada da sua missão. Sua missão era salvar? Ele andava com os pecadores.
Jesus não se colocou ao lado dos detentores do controle da religião, pois o Deus que eles “vendiam” era muito diferente do verdadeiro. Ele não se colocou do lado dos detentores do poder político, pois eles haviam, por seu egoísmo narcisista, se tornado opressores do simples. Isso não significa que se estes decidirem romper com estas estruturas antirreino e antivida, que negam a Deus, não possam também se tornar amigos de Deus. Sim podem.
Mas o fato é que Deus abre a possibilidade de uma boa e intima amizade com todos. O mérito no tornar-me amigo de Deus não é nosso, mas dele. O que eu preciso fazer é investir nessa amizade, nessa intimidade.

3. EXIGE EXCLUSIVIDADE

“Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus”. Tiago 4:4
“Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes?” Tiago 4:5
A infidelidade em qualquer relacionamento é destrutiva.
Uma característica da amizade proposta por Deus ao ser humano é a exclusividade.
Uma amizade exclusivista no nosso dia a dia seria definida como doentia. Uma pessoa que não permite que seu amigo ou amiga se relacione com outras pessoas e se tornem também seus amigos seria considerada problemática e doente. A exceção está em tentar evitar que alguém a quem se ama se enverede em relacionamentos sabidamente destrutivos.
Mas na relação com Deus o diferencial está na questão da salvação. A amizade proibida aos amigos de Deus é a amizade com o sistema que rege o nosso tempo com seus valores antirreino a quem as Escrituras chamam de mundo.
Tendo em mente que amizade tem a ver com intimidade, podemos dizer uma amizade verdadeira e consequentemente intima deixa marcas. Não há possibilidade de se ser íntimo de alguém sem marcar e ser marcado. Por isso a postura exclusivista de Deus, que sabe que a amizade com o sistema vigente no mundo deixará marcas sofridas e negativas nos seus amigos.
A postura exclusivista de Deus em relação aos seus amigos pode ser entendida como uma proteção amorosa. Um cuidado para que a felicidade verdadeira dos seus amigos, proporcionada por ele mesmo através da sua amizade, não sejam inibidas ou até mesmo roubadas por ilusões e falsos prazeres sugeridos pelo mundo.
É nesse sentido que a postura exclusivista não se apresenta como domínio e controle, mas como um ato de amor.

4. INTIMIDADE

“Já não os chamo servos, porque o servo NÃO SABE o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. “AMIGOS SABEM” João 15:15
Intimidade não se compra nem se negocia, se conquista e leva tempo. A intimidade é construída. Problemas emocionais, traumas, muitas vezes geram medos que nos impedem de desfrutar as benesses da intimidade, nos nossos relacionamentos. Mas relacionamento sem intimidade é superficial. A proposta de Deus é de intimidade sempre.
Jesus bate de frente com os religiosos da sua época porque eram pessoas que procuravam um relacionamento de amizade com Deus, mas de forma muito superficial. E o Deus da intimidade não suporta a superficialidade. Ele não tem problema de te ver com cara de “acabei de acordar”, de roupas íntimas, ou mesmo nu. Ele não tem problema com o que a intimidade é capaz de revelar a seu respeito, nós temos, ele não.
Ele busca a intimidade porque na intimidade há verdade, transparência, honestidade, não há maquiagem para tentar corrigir o que não gostamos ou aquilo com que não conseguimos lidar e tentamos esconder.
Neste sentido a intimidade com Deus “purifica” a intimidade em todas as nossas relações, pois nos ensina a sermos verdadeiros e honestos.
A intimidade com Deus para se desfrutada, “saboreada”, necessita de investimento. Apesar de envolver oração e várias outras disciplinas espirituais envolve antes de qualquer coisa uma disposição de coração singular. É necessário um coração que se autorrenuncia, que abre mão de si e se entrega sem reservas este relacionamento.
É por isso que Abraão que mentiu sobre Sara ser sua esposa por covardia pode ser amigo de Deus. É por isso que o nervosinho e irritadinho Moisés podia conversar com Deus como um amigo. É por isso que um Davi assassino, adúltero, péssimo pai, pode se tornar amigo de Deus.
A diferença não está na quantidade de horas de oração e nem na intensidade da mesma. Não está relacionada a frequência a rituais religiosos sejam de que natureza forem. Nem de auto sacrifício, mas a diferença está no coração disponível para Deus. Coração disposto a dizer não para si e sim para Deus.

CONCLUSÃO
Aí está uma amizade que vale a pena! Você é amigo de Deus?