OUÇA O IVAN

O ano novo já é realidade. E a chegada de um novo ano desperta uma série de emoções e sentimentos. Os mais otimistas creem piamente que será um ano melhor, que as conquistas que não vieram no ano anterior, enfim, virão com a chegada do novo ano. Os pessimistas envolvidos por nuvens escuras que emitem pequenos raios repetem seu discurso pronto a cada ano de que “tudo tende a piorar”. Na verdade, qualquer uma dessas posições levadas ao extremo é nociva, pois podem gerar frustrações e imobilidade. Quanto mais alta, infundada e irreal a expectativa maior a frustração e quanto maior o pessimismo maior o sentimento de derrotismo que leva a imobilidade.

É preciso encarar as mudanças de etapas, ou a passagem dos anos, com mais realidade. A maturidade nos ensina a agir assim. Devemos receber o próximo ano (2014), assim como os próximos, como um presente, mas um presente que não vem pronto. Como um presente que precisa ser trabalhado. Essa realidade pode ser ilustrada ao pensarmos nos aeromodelos que ao serem adquiridos vêm desmontados em uma caixa. Ao abrir a caixa é possível encontrar peças que já eram esperadas, mas haverá também peças desconhecidas com as quais se fará necessário familiarizar-se. Ou mesmo ilustrar com a imagem de um grande quebra-cabeça que precisa ser decifrado e montado passo a passo.

Assim é a vida. Cada novo ano trará situações boas, previsíveis e simples, mas não omitirá situações que classificamos como ruins, imprevisíveis e complexas. E isso, na verdade, nós até sabemos, só precisamos aceitar. Por mais que prefiramos as coisas boas, o conforto, a satisfação das nossas vontades, impelidos pelas tendências do nosso tempo que tenta excluir o sofrimento da saga humana, e até oremos e lutemos por elas, a vida nos trará de tudo um pouco. Por mais que insistamos em acreditar na teoria do mérito, que diz: “faço o bem e por isso MEREÇO somente o que é bom”, muito difundida pela maioria das religiões, a vida nos trará alegrias e tristezas; belezas e “feiuras”; vitórias e fracassos; perdas e ganhos, alívio e dores, enfim, ela nos proporcionará experiências que colocarão a nossa disposição oportunidades de depuração de caráter, crescimento pessoal e amadurecimento. Sejam elas aos nossos olhos experiências boas ou ruins têm a mesma finalidade. Tentar fugir da realidade da vida é buscar e ceder aos caminhos fáceis, mas não menos dolorosos de manutenção da infantilização.

A meu ver duas posturas podem fazer não apenas com que o ano novo seja “feliz ano novo”, mas que a vida como um todo seja melhor vivida, seja uma “feliz vida” . Primeiro, entender que nós somos os agentes da nossa própria história e que através do processo de semeadura e colheita, da simplicidade e do contentamento que evidencia um coração ensinável podemos fazer com o que o ano novo seja feliz e a vida melhor. Em segundo lugar, depender do autor da vida o único capaz de manter viva em nossos corações a esperança mesmo quando o seu entorno está completamente tomado por morte. Assim receba o presente sem medo e viva um “feliz ano novo” e uma “feliz vida”. AH!! OUÇA O IVAN!!!

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~ por celsommachado em 03/01/2014.

2 Respostas to “OUÇA O IVAN”

  1. Amigo, vou usar seu texto no boletim de nossa igreja. Obrigado!!

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