…natal, vida que gera mais vida…

 

“A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada”.   1 João 1:2

 

Deus é vida auto-suficiente. Ele subsiste como vida. E por isso podemos afirmar que Ele é fonte de vida.

A narrativa bíblica sobre a criação surge como a descrição de uma grande explosão de vida. O Deus que é essencialmente vida, gera, multiplica e espalha essa vida, pois a vida é dinâmica. A criação tem a marca de Deus porque é viva. E porque procede dele o tem como sua fonte de vida.

Por ser viva a criação é dinâmica e passa por transformações, mutações, aperfeiçoamento, pois essa é a dinâmica de tudo o que é vivo. E ligada à fonte essa mudança e crescimento vai sempre em direção ao que é melhor.

Mas há uma questão que aqui muito importante. A criação, que é manifestação da vida de Deus ao se afastar da fonte, começa a apresentar sinais de uma nova descoberta não tão boa, a morte.

Desde que o ser humano por conta do pecado toma a atitude de afastar-se de Deus, ainda que Deus não deixe de amá-lo e manifestar-se a ele, esse ser humano começa a experimentar a morte.

Por conta deste afastamento a existência humana começa a evidenciar sinais de morte, apesar de a proposta inicial ser ida, assim idealizada assim pelo próprio autor da vida. As escolhas humanas, mesmo sob o argumento de buscar vida ou de melhorá-la, têm gerado morte.

Há uma afirmação do profeta Isaías no capitulo 9 que em um contexto de morte e desesperança surge uma luz, uma possibilidade, um sinal de vida.

“O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz”.  Isaías 9:2

Este sinal de vida, essa possibilidade de ruptura com a morte, esse vislumbrar da esperança está relacionado ao nascimento de um menino. Descrito da seguinte forma:

“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz”.  Isaías 9:6

 Um menino, gente, carne, músculos, sangue, nervos, ossos, veias, artérias, a vida encarnando para vencer a morte definitivamente. A vida identificando-se com a criação condenada à morte, possibilitando a religação dessa criação moribunda à fonte de vida que a gerou.

A vida invade a morte, possibilitando à criação voltar a vida. O menino é menino verdadeiro, mas é Deus. Ao descrevê-lo o profeta Isaías o define como EMANUEL= DEUS CONOSCO, ou seja, a fonte perfeita e original de vida vivendo conosco a nossa vida.

“A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel” que significa “Deus conosco”.  Mateus 1:23

“Pois da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo”. João 5:26

Jesus Cristo entre nós é a presença da fonte de vida no ambiente de morte que amargamos. Jesus Cristo, como cabeça da Igreja, é a possibilidade de um corpo vivo, que desfruta e espalha vida.

Assim como na criação, na encarnação de forma definitiva Deus compartilha sua vida aos homens criados por ele, mas afastados dele por conta do pecado.

A encarnação, o nascimento do menino na manjedoura em Belém, é um marco histórico e de Fé. É a declaração da vitória e da supremacia da VIDA sobre a MORTE. A declaração de que a MORTE seria definitivamente derrotada pela VIDA.

“Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte”.  Hebreus 2:14-15

“Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte”.  1 Coríntios 15:25-26

“Esta graça, nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos, sendo agora revelado pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus. Ele tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho”.  2 Timóteo 1:9-10

Ao compartilhar VIDA conosco Deus nos ensina a compartilhar VIDA com os outros sinalizando assim qual é a nossa missão.

Ele planta o “menino semente de vida”, ele toma a forma humana, para semear vida entre os homens e o meio pelo qual ele continua a espalhar vida sobre a criação que se encontra em processo de morte, são seres humanos vivificados, que foram alcançados graciosamente por esta vida e religados à fonte.

Que nossas comemorações natalinas não sejam reféns de rotinas, repetições mortas, mas que sejam dinâmicas espalhando a vida de Deus. Demonstrando a ele nossa gratidão e proclamando a todos a nossa volta a Palavra de Vida de que Deus encarnou para nos libertar da morte e nos conceder vida e vida eterna.

“A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada”. 1 João 1:2

“Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz”. João 13:15

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~ por celsommachado em 20/12/2011.

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