…há beleza no interior…

Vivemos a era do visual, da estética, da aparência. E isso nos leva a vários tipos de posturas e discussões:

Dentro dessa preocupação o que é realmente belo? Como definir o que é belo? Mesmo não encontrando resposta satisfatória para esta questão é o que se busca de forma arrojada a beleza.

Emprega-se um esforço monumental para manter a aparência dentro do exigido pelo sistema e pelo mercado. O sistema dita os padrões desde a beleza física até o ideal do visual e estética familiar, profissional, etc.

A necessidade de sentir-se aprovado e aceito pela sociedade tem levado pessoas a um esforço para manter as aparências. O que muitas vezes resulta em hipocrisia e decepções profundas.

Diante desse quadro e suas pressões acabamos focando apenas no que é exterior. Muitas vezes esquecendo o interior. Com facilidade nos deparamos com pessoas extremamente aceitas e admiradas por causa da imagem, da estética, da aparência, mas vazias por dentro.

Neste processo enganamos e somos enganados o tempo todo.

Mas na saga humana a nossa existência não se limita a relacionamento com outras pessoas, pois queiramos ou não nos relacionamos com um ser superior que chamamos de Deus, nosso Deus.

No relacionamento com Ele não é possível usar o artifício, a maquiagem da aparência politicamente correta. Sendo ele nosso criador, nos conhece e nos conhece integralmente.

Salmo 139:1-16 fala assim: “Ó SENHOR Deus, tu me examinas e me conheces. Sabes tudo o que eu faço e, de longe, conheces todos os meus pensamentos. Tu me vês quando estou trabalhando e quando estou descansando; tu sabes tudo o que eu faço. Antes mesmo que eu fale, tu já sabes o que vou dizer. Estás em volta de mim, por todos os lados, e me proteges com o teu poder. Eu não consigo entender como tu me conheces tão bem; o teu conhecimento é profundo demais para mim. Aonde posso ir a fim de escapar do teu Espírito? Para onde posso fugir da tua presença? Se eu subir ao céu, tu lá estás; se descer ao mundo dos mortos, lá estás também. Se eu voar para o Oriente ou for viver nos lugares mais distantes do Ocidente, ainda ali a tua mão me guia, ainda ali tu me ajudas. Eu poderia pedir que a escuridão me escondesse e que em volta de mim a luz virasse noite; mas isso não adiantaria nada porque para ti a escuridão não é escura, e a noite é tão clara como o dia. Tu não fazes diferença entre a luz e a escuridão. Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe. Eu te louvo porque deves ser temido. Tudo o que fazes é maravilhoso, e eu sei disso muito bem. Tu viste quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo, tu me viste antes de eu ter nascido. Os dias que me deste para viver foram todos escritos no teu livro quando ainda nenhum deles existia”.

E necessário afirmar que todo este conhecimento não tem o sentido de policiamento. O conhecimento de Deus a nosso respeito não tem a ver com ficar na espreita para punir os erros, mas é um conhecimento que envolve amor e cuidado.

O olhar de Deus a respeito de ser humano é um olhar bom e positivo. Muitas vezes por saber quem somos tememos o conhecimento e o olhar de Deus. Mas nem mesmo nossos medos e vergonhas podem alterar a Sua forma de nos olhar.

Ele olha para nós e vê beleza, vê beleza no interior. Ele vê possibilidade de reconstrução mesmo depois do que a queda. Ele vê marcas da sua imagem e semelhança. Ele vê potencial.

Isso fica evidente em várias narrativas bíblicas a respeito da relação homem/Deus.

Depois que o criou: “E viu Deus que era muito bom”

Gênesis1:27-31. “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou…. E Deus os abençoou… E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom…”

Deixando claro que existe algo bom neste ser humano. Algo que ele mesmo criou, ou pôs no coração deste ser humano.

O texto fala que o ser humano foi criado à sua imagem e semelhança.(a capacidade de raciocinar; expressar emoções e agir voluntáriamente)

Depois da queda: “Eu te amo”

João 3:16. “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.

A “queda” ou o afastamento de liberado de Deus por parte do homem não foi suficiente para nublar o olhar de Deus em relação ao homem. Não foi suficiente para apagar a chama do amor que diz: Há algo de belo aí que precisa ser potencializado! Há algo de belo aí no meio de tanta sujeira que precisa e pode ser resgatado!

Mesmo quando vem a consciência do caminho a ser trilhado para este relacionamento fosse restaurado. Mesmo sabendo que haveria dor e sofrimento. Mesmo sabendo que teria que passar pela experiência humana da qual estava isento: a morte. Ele continuou na nossa direção enxergando sinais de beleza em nosso interior que fizeram valer a pena.

Beleza que eu e você não podemos produzir. Beleza que só existe porque somos criação dele, obra de suas mãos, sua poesia. Somos poesias que Deus tem escrito, não somos perfeitos porque ainda está incompleta, mas há beleza por causa do poeta.

Quando nos tornamos discípulos: “Eis que estou convosco”

Mateus 28:20. “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.

Mesmo quando somos trazidos pra perto dele mediante sua graça maravilhosa ainda assim não deixamos de ser nós mesmos e de ter na nossa bagagem mazelas das quais nos envergonhamos. Mas ainda assim o seu olhar enxerga possibilidade de melhora, mudança. Enxerga potencial.

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~ por celsommachado em 13/07/2011.

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