…a marca de Cristo – a marca da Igreja…

 

Entendendo que a Igreja cumpre sua missão dando continuidade ao ministério  de Cristo aqui na terra, a marca da Igreja deveria ser a mesma que o próprio Cristo deixou quando aqui viveu. E que marca é essa?

A grande marca de Jesus Cristo indiscutivelmente é o amor. O amor levou Deus à criação do homem. O amor fez com que Deus jamais desistisse do homem mesmo quando este se distanciava dele a passos largos. O amor fez com que Deus provesse a solução para uma reaproximação e restauração do relacionamento Deus–homem apesar do alto custo.

Jesus, nosso modelo e inspiração, vivendo sobre a terra confrontou os sistemas religiosos da época porque colocavam um jugo sobre as pessoas. Tinham uma postura excludente, marcados por superficialidade, vazios da essência de Deus e hoje essência do cristianismo, que é o amor.

Mas ele não perdeu tempo com defesas de pontos de vista, pagando preço alto ele agiu positivamente e amou. Ele não ficou na defensiva, ele foi proativo dentro daquilo que era a essência da sua proposta, o amor.

Ele amou o estelionatário. Ele amou o hipócrita. Ele amou a mulher de moral duvidosa. Ele amou aqueles que faziam do seu povo e aqueles que não eram considerados seu povo. Ele amou o incrédulo. Ele amou até os religiosos. Amou, se relacionou e através de atitudes concretas de amor levou uma proposta de vida melhor a todos.

E qual o resultado disso? Séculos depois de ter vivido aqui na terra, há milhões de discípulos de Jesus Cristo espalhados pelo mundo todo. Isso sinaliza que a estratégia dele funcionou. Sem internet, telefone, e-mail, facebook, televisão, show da fé, marchas, ele fez e tem feito discípulos usando como estratégia, relacionamentos que possuem como sua marca maior o amor.

Ficamos assustados com as mudanças que tem acontecido no mundo. Nos preocupamos em relação ao mundo onde nossos filhos e netos crescerão. Mas a cara feia do mundo que vemos hoje e que nos deixa horrorizados, assustados, desanimados e outros “ados” é resultado da ausência da marca de Cristo. E esta afirmação deve nos fazer refletir e até mesmo nos levar a uma crise.

Jesus Cristo, ausente fisicamente deste mundo, deixou aqui aqueles que chamamos de “seu corpo” ou Sua Igreja. E confere a estas pessoas,  uma missão que poderia ser resumida assim: “enquanto relaciona-se com o mundo (pessoas), deixar nelas a marca de Cristo, o amor, de tal forma que essas pessoas se tornem Seus discípulos”. Na verdade trata-se da missão da continuidade. Continuidade daquilo que ele mesmo começou e viveu.

Ele usa ainda a metáfora do sal e da luz em Mateus 5 para deixar clara sua expectativa em relação a presença dos Seus discípulos no mundo. Uma presença que faça diferença denunciando e tornando-se instrumento de transformação e preservação. Tendo como sua principal estratégia, ou como a essência da sua missão o amor.

Não há como conversarmos sobre este assunto sem mencionarmos a Igreja de Éfeso citada em Apocalipse 2:1-7.

A proposta de Jesus para a presença do seu povo no mundo não é o trabalho árduo. Não é firmeza “doutrinária”. Não é uma conduta marcada pela ausência de erros. A proposta de Jesus para a presença do Seu povo a quem chamamos de Igreja no mundo não é a construção de uma boa apologética (Parte da teologia que tem por objeto a defesa da religião cristã, contra o ataque e objeções de seus adversários), mas marcar o mundo com amor. Como igreja, temos a tendência de nos dedicarmos mais àquela do que a esta. Preocupamos-nos mais em provar que os diferentes estão errados do que em amá-los. Se estivéssemos mais empenhados em marcar o mundo com a marca de Cristo as pessoas a nossa volta conheceriam o que cremos e pensamos, baseados no amor que praticamos.

A igreja falha na sua missão de dar continuidade ao ministério de cristo por apegar-se a futilidades tais como: templos confortáveis; super valorização de estruturas; Preocupação com a manutenção de estilos; preocupação e disputa por cargos, títulos, hierarquia. Essas são marcas do narcisismo que corrói a igreja hoje!!

A Igreja precisa redescobrir a simplicidade de Jesus o seu Senhor, e relacionar-se com todos, amando sempre a quem quer que seja.

A Igreja precisa deixar de lado seu próprio umbigo para não se tornar insensível caracterizando-se como parte do sistema destrutivo que dirige o mundo em que vivemos, e que se opõem frontalmente aos princípios do Reino de Deus ao que dizemos pertencer. Caso contrário falhará na missão que lhe foi entregue pelo seu Senhor.

Como Igreja, precisamos parar de focar naquilo que não é o foco de Cristo para nós.

 

 

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~ por celsommachado em 13/07/2011.

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