…por uma igreja mais cristã…

Ser Cristão significa em última instância imitar ou seguir os passos do Cristo, Jesus Cristo. Os aparatos religiosos, institucionais, litúrgicos, hierárquicos e ritualísticos, que nos deveriam “ajudar” neste processo, tendem a nos distrair construindo desvios para a caminhada cristã que tem como destino diário a cruz. Ao nos afastarmos da cruz nos tornamos mais ensimesmados e egoístas. E com isso nos distanciamos milhas do ensino de Jesus Cristo que propõe uma forma de viver totalmente voltada para Deus e para o outro. Este distanciamento cria o ambiente próprio para o afloramento de “egos”, ações prepotentes que sempre geram feridas, quebras que em alguns casos se tornam irreparáveis. O distanciamento da cruz estimula a vida religiosa hipócrita pautada por muita lei e nenhuma misericórdia para o outro e, nenhuma lei e toda condescendência para si mesmo. Com isso o evangelho, a visão de Reino de Deus e a proposta relacional e não institucional de Jesus Cristo para sua Igreja é ferida mortalmente pelo coração. A Igreja precisa ser mais cristã e o mundo precisa urgentemente de uma igreja mais cristã. O sistema de valores e padrões que regem este mundo desagrega, exclui, fere e mata. As pessoas a nossa volta estão assim: desagregadas, excluídas, feridas e algumas moribundas e até infelizmente mortas. O evangelho que deve ser vivido pela Igreja trás o elemento essencial para saciar a sede do mundo impregnado de morte, que é a VIDA. Vida que é comunicada pela forma como a Igreja ama como foi com seu mestre. A Igreja não tem o direito de deixar de ser Cristã, pois assim procedendo perde a razão de sua existência. Para que a Igreja volte a ser Cristã ela precisa se voltar para a cruz, seu algoz, sem medo de morrer, pois morrer é preciso. É preciso morrer para a vida egoísta, contaminada e imperfeita para que então a vida do Cristo ressurreto se manifeste no viver da Igreja alicerçada nas bases sólidas do amor que acolhe, restaura, edifica, cura, inclui, reaviva e dá suporte a pessoas.  A W Tozer diz o seguinte: “A cruz não somente trouxe um fim à vida de Cristo, mas também à vida velha de cada um dos seus verdadeiros seguidores. A cruz destrói o padrão antigo, o padrão de Adão, na vida do crente e o traz a um fim. Então, o Deus que ressuscitou Cristo dos mortos, ressuscita o crente, e uma nova vida começa”. Isso, e nada menos que isso, é o verdadeiro cristianismo. A Igreja precisa fazer uma escolha urgente em relação à cruz, existem duas opções apenas: fugir dela e mergulhar no vazio e na morte que caracterizam a religiosidade, ou morrer na cruz para viver intensamente o cristianismo proposto pelo seu Senhor, Jesus Cristo.

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~ por celsommachado em 01/04/2011.

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