…critério, bom senso e oração…

Estamos às vésperas das eleições vivendo situações inusitadas. Uma feira se instala com grande oferta de frutas, a preço “muito baixo”, disponibiliza-se: peras, melões e afins. Por outro lado, instala-se também um circo onde não se sabe bem se os palhaços estão no picadeiro ou na platéia. Na verdade penso que os da platéia é que são tratados como tais. Surgem posicionamentos temerários de líderes religiosos que geram as mais variadas polêmicas produzindo medos que por sua superficialidade só se preocupam com o fechamento das portas de guetos religiosos ou com juízos arrasadores vindos de um Deus raivoso e sem “graça”. Jornalistas e escritores sérios, que ousam questionar e desmascarar inteligentemente toda a farsa política vivida em nosso país tem sido calados sumariamente, mas “não é censura, Deus me livre”? E enquanto a mídia séria é amordaçada a mídia “vendida” serve aos seus poderosos manipuladores.

E no meio disso tudo está o cidadão, eleitor, perguntando: “O que eu faço?”

Na verdade não há muito que fazer agora, pois para que haja mudança nessa estrutura corrompida e complicada é necessário um investimento a longo prazo na educação. E educação demanda tempo, comprometimento, vontade, tudo que nossos políticos profissionais não querem, mas algo do qual nós mortais não podemos desistir. Mas o pouco que se pode fazer ao votar no dia 03/10 deve ser feito com critério, bom senso e temor a Deus. Critério e bom senso envolvem ver, ouvir, avaliar e decidir sem negociar valores e princípios prezando sempre pela justiça e pela verdade. O temor a Deus tem a ver com a disciplina espiritual da oração lembrando 1Timóteo 2:2, que nos encoraja a orar pelas pessoas que exercem autoridade sobre nós.  Há a tendência em um ambiente de total incredulidade e desesperança como vivemos em nosso país de reagirmos baseados em impulsos o que é perigoso. O perigo está tanto no impulso que nos leva a omissão como aquele que nos leva à avacalhação. Sabe: “já que nada é sério faço de qualquer jeito, ou voto em qualquer um”. Não nos permitamos ir às urnas apenas para reagir movidos pelos mais diferentes sentimentos seja a raiva, indignação, cansaço, desesperança, mas vamos com critério, bom senso e oração para agir dentro daquilo que é possível.

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~ por celsommachado em 23/09/2010.

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