…fast food and disposable…

Vivemos em um tempo que poderíamos descrever como a era “fast food and disposable”. Tudo deve acontecer muito rápido e acaba durando muito pouco. As coisas precisam acontecer tão rápido que perdem em qualidade, propósito, comprometendo muitas vezes a ética e negociando princípios e valores. Mas também perdem seu valor tão rápido fazendo com que conquistas de ontem já não sejam relevantes hoje. Este pensamento e estilo de vida têm minado uma das maiores riquezas que possuímos sobre a terra: os relacionamentos familiares. Em uma perspectiva cristã os relacionamentos familiares são forjados como alianças. Pensar aliança em uma perspectiva cristã nos reporta ao modelo proposto pelo próprio Deus na forma como Ele estabelece suas alianças. As alianças estabelecidas por Deus tem como seu pressuposto mais importante, o amor, que com certeza resultará em entrega e auto-doação. O casamento é uma aliança, a paternidade e maternidade são alianças. Na aliança há necessidade de entrega de ambas as partes. Para sustentar uma aliança precisamos ceder, abrir mão, compreender, enfim, é uma relação marcada, como já afirmamos, pela auto-doação. O que exigirá dos “aliançados” dedicação de tempo para longas conversas, muita paciência e disposição para mudanças às vezes profundas. E isso é tudo que os tempos pós-modernos não nos permitem ter e fazer. Em tempos de ausência de “tempo”, como manter diálogo e deflagrar pacientemente processos de ajustes e mudanças? Em tempos de egocentrismo absoluto, porque lutar por dois se quem realmente tem valor é um, eu, meus anseios e vontades. Movidos por estes sentimentos e pensamentos acabamos negociando nossos maiores tesouros, nossos relacionamentos familiares. Casamentos deixam de existir sem que isso seja necessário. Acabam, por tornarem-se reféns do imediatismo, do egoísmo e da “descartabilidade” dos tempos pós-modernos. Não se pode esquecer que tudo que realmente tem valor custa, pois demanda tempo e dedicação. A busca frenética por atalhos que nos isentem de sofrimento, trabalho e suor na conquista de sonhos têm produzido muitas pessoas feridas e frustradas porque sua expectativa de caminhos fáceis na conquista de seus sonhos normalmente não é correspondida. A família com a qual sonhamos começando pelo casamento sólido e estável, que realmente nos faça bem e nos permita fazer bem ao outro passando por boas e construtivas relações entre pais e filhos, não é descartável e nem tão pouco se conquista sem muito trabalho e entrega. Vivamos a pós-modernidade usufruindo o que de bom ela pode nos oferecer em termos de avanços tecnológicos e tantas outras conquistas, mas não nos permitamos negociar as alianças familiares que já conquistamos e que foram firmadas na presença de Deus com a sua benção.

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~ por celsommachado em 17/08/2010.

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